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Fora da lista final da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2026, o goleiro Fábio se manifestou sobre a ausência entre os convocados de Carlo Ancelotti. Após a vitória do Fluminense sobre o Bolívar, pela Libertadores, na última terça-feira (19), o experiente arqueiro foi questionado na zona mista e fez um desabafo sobre o tema.
Aos 45 anos, Fábio teve o nome citado por parte da torcida e por profissionais do futebol como uma possível opção para a lista final, especialmente pelo momento vivido no Fluminense e pelas atuações recentes em jogos decisivos. O goleiro, no entanto, afirmou que sua motivação diária não está ligada à CBF.
"Eu não faço o meu melhor pela CBF, não. Faço o meu melhor para Deus, para o Fluminense e para os outros clubes que eu joguei, que foi o Cruzeiro. Eu faço sempre o melhor para eles e principalmente para Deus, que me concede saúde. Então é isso que é meu foco. A minha seleção é eu fazer o meu melhor todos os dias. A minha história fala por si e Deus me justifica", disparou.
A possibilidade de convocação ganhou força principalmente após a campanha do Fluminense na Copa do Mundo de Clubes da Fifa, na temporada anterior, quando Fábio foi decisivo em confrontos de mata-mata contra equipes europeias. Mesmo assim, o goleiro não apareceu entre os 26 chamados para o Mundial.
O jogador também relembrou avaliações anteriores sobre sua ausência em convocações e citou os critérios adotados pela comissão técnica.
"Há uns 10 ou 12 anos falaram que não podiam me levar porque queriam levar jogadores mais novos. Acho que quem está lá tem seus méritos. A análise lá é pela história que os atletas construíram, né? Então, são critérios bem diferentes. Às vezes não é quem está no melhor momento… Mas todos que estão lá têm seus méritos e suas qualidades", afirmou.
Na sequência, o goleiro evitou aprofundar críticas, mas deixou uma observação sobre o processo de convocação.
"Infelizmente, no futebol existe isso. A gente viu aí quem estava na lista e não foi convocado, aconteceu muita coisa que é melhor ficar quieto, né?", finalizou.
Fábio tem uma das carreiras mais longevas da história do futebol brasileiro. Entre os principais títulos, conquistou três Campeonatos Brasileiros, sendo dois pelo Cruzeiro e um pelo Vasco; duas Copas do Brasil, ambas pelo Cruzeiro; uma Libertadores e uma Recopa Sul-Americana pelo Fluminense; uma Copa Mercosul pelo Vasco; três Campeonatos Cariocas pelo Tricolor; e sete Campeonatos Mineiros pelo clube celeste.
O goleiro também é reconhecido como o jogador com mais partidas oficiais na história do futebol, com mais de 1.400 jogos profissionais. Na atual edição do Campeonato Brasileiro, Fábio aparece como o segundo goleiro com mais defesas, com 55 intervenções.