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Auditoria do TCE aponta "erro grosseiro" e Rui Costa pode ter que devolver R$48,7 milhões no caso dos respiradores, diz jornal
Por Administrador
Publicado em 14/07/2026 17:34
Esportes

Pré-candidato ao Senado, o ex-ministro da Casa Civil do governo Lula (PT), Rui Costa (PT), pode ter que devolver quase R$ 49 milhões aos cofres públicos em razão de irregularidades encontradas no processo da aquisição de 300 respiradores em 2020, quando era governador da Bahia e presidente do Consórcio Nordeste, entidade que reúne os nove estados nordestinos. As informações são da Folha de S. Paulo. 

Segundo a reportagem, as informações estão contidas em auditoria realizada pelo Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE) e apresentada em maio deste ano após trabalho de auditores da Corte. O parecer final da auditoria mantém o pedido de desaprovação das contas e sugere que o TCE-BA determine que o Consórcio Nordeste siga empenhado em reaver os R$ 48,7 milhões pagos indevidamente à Hempcare.

O relatório aponta “erros administrativos grosseiros no manejo dos recursos público” de Rui Costa e então secretário executivo do consórcio, Carlos Gabas. Na matriz de responsabilização apresentada pelos auditores, Gabas e Rui correm risco de ter que devolver R$ 48,7 milhões ao erário. Os recursos foram pagos de forma antecipada à empresa Hempcare e não foram devolvidos aos cofres públicos.

A auditoria aponta que ambos assinaram contratos e autorizaram pagamento das despesas sem verificar as condições legais e de estrutura da empresa, contratada pelo valor milionário para fornecer os 300 respiradores aos estados do Nordeste. A Hempcare é uma microempresa de importação de produtos à base de maconha.

Segundo a Folha, a auditoria aponta que os pagamentos foram autorizados sem verificação das condições legais e de estrutura da empresa contratada. A Hempcare possuía capital social de apenas R$ 100 mil, equivalente 0,2% do valor total do contrato, havia sido constituída poucos meses antes e não tinha registro na Anvisa para a venda de equipamentos médicos.

Ainda conforme a reportagem, o relatório aponta que Rui Costa ignorou alertas da PGE (Procuradoria-Geral do Estado), que condicionavam o pagamento antecipado à adoção de cautelas como estimativa de preços e a apresentação de certidões negativas. A matéria pontua também que a auditoria pontua que "houve um 'evidente descuido' na avaliação dos riscos". 

A auditoria do TCE-BA ainda apontou falhas contábeis, irregularidades em contratos, ausência de transparência e deficiências nos controles internos na gestão do consórcio no período entre 1º de janeiro e 27 de setembro de 2020.

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