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Bruno Guimarães admite dor por pênalti perdido na Copa e avisa: “Bateria de novo mil vezes”
Por Administrador
Publicado em 23/09/2026 09:58
Entretenimento
Foto: Rafael Ribeiro / CBF

Por Bahia Noticias

 

Quase três meses depois da eliminação do Brasil na Copa do Mundo de 2026, Bruno Guimarães ainda sente as dores do pênalti desperdiçado contra a Noruega. Nesta quarta-feira (23), em Brisbane, na Austrália, o meio-campista falou detalhadamente pela primeira vez sobre a cobrança nas oitavas de final e afirmou que, apesar da frustração, voltaria a assumir a responsabilidade pela Seleção Brasileira.

 

O lance aconteceu aos 13 minutos do primeiro tempo, quando o jogo ainda estava empatado sem gols. Após Matheus Cunha sofrer a penalidade, Bruno cobrou no canto direito, mas parou no goleiro Örjan Nyland. A Noruega venceu por 2 a 1 e eliminou o Brasil.

 

"O sentimento é muito ruim. Perder um pênalti faz parte do futebol, mas a gente nunca está pronto para isso acontecer", afirmou o jogado do Arsenal, durante coletiva realizada em Brisbane, na Austrália.

 

"É uma ferida, é uma cicatriz muito recente que ainda me magoa", seguiu. 

 

O volante também ressaltou que derrotas como a sofrida diante dos noruegueses fazem parte do processo de desenvolvimento de um jogador. Segundo ele, o caminho agora é utilizar o episódio como aprendizado e seguir trabalhando para o novo ciclo.

 

"A gente aprende muitas vezes com a vitória, mas normalmente a gente aprende com a derrota, com o que não deu certo", frisou. 

 

Apesar das más lembranças, Bruno descartou a possibilidade de evitar uma nova cobrança pela Seleção. Ele admitiu ter sofrido bastante nos dias seguintes à eliminação, mas reforçou que não existe possibilidade de alterar o que aconteceu no Mundial e que sua atenção precisa estar direcionada para o futuro.

 

"Se tivesse outro pênalti, eu bateria de novo. Mil vezes, se tiver que fazer", pontuou.

 

Outro assunto abordado foi a participação de Vinicius Junior no momento da cobrança. Após a eliminação, houve questionamentos sobre o motivo de Vini não ter batido o pênalti. Bruno explicou que não houve decisão improvisada dentro de campo: Carlo Ancelotti já havia determinado antes da partida quem seria o cobrador brasileiro caso a Seleção tivesse uma penalidade.

 

"O Vini não era quem tinha que bater o pênalti, era eu. Foi o que foi delegado", revelou. 

 

O meio-campista lamentou que Vini Jr. tenha sido alvo de críticas pelo episódio e assumiu novamente a responsabilidade pelo desperdício.

 

CONTINUIDADE COM ANCELOTTI
Bruno Guimarães também comentou a decisão de manter Carlo Ancelotti no comando da Seleção após a eliminação na Copa.

 

O jogador defendeu maior estabilidade no novo ciclo e lembrou que o Brasil teve diversas mudanças de treinador entre os Mundiais de 2022 e 2026. Na avaliação do volante, a continuidade do italiano pode ajudar na construção da equipe para os próximos anos.

 

Aos 28 anos, Bruno soma 48 partidas pela Seleção e aparece agora entre os integrantes mais experientes da convocação. O volante disse que passou a assumir também a função de ajudar os nove estreantes chamados para a Super Data Fifa.

 

O Brasil enfrenta a Austrália nesta sexta-feira (25), às 7h de Brasília, em Townsville. As seleções voltam a se encontrar no dia 29, em Brisbane. A programação termina no dia 3 de outubro, contra a Índia, em Calcutá.

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