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Palmeiras se junta ao Flamengo e prepara ida ao STF contra proibição das bets
Por Administrador
Publicado em 30/09/2026 16:33
Cotidiano
Foto IA

O Palmeiras prepara para esta semana um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para participar das discussões judiciais contra a medida provisória do Governo Federal que proibiu a exploração de apostas de quota fixa no Brasil. O clube paulista seguirá movimento já iniciado pelo Flamengo e por entidades que representam empresas do setor. A informação foi veículada pelo O Globo nesta quarta-feira (30).


A intenção é solicitar ingresso na ação na condição de amicus curiae, expressão jurídica para “amigo da corte”. Nesse formato, o clube não passa a integrar diretamente um dos polos do processo, mas pode apresentar informações e argumentos ao Supremo por possuir interesse ou conhecimento relacionado ao tema. A admissão depende de autorização do relator. 


As ações relacionadas à nova medida têm como referência o ministro Luiz Fux, relator de processos que já discutem a regulamentação das apostas esportivas no STF. Entidades do setor também solicitaram que os novos questionamentos sejam distribuídos a ele por prevenção.


A avaliação entre dirigentes é que a apresentação de pedidos individuais por diferentes clubes pode dar maior visibilidade ao impacto da proibição sobre contratos de patrocínio e receitas previamente previstas. Outros times também estudam ingressar separadamente no Supremo, em vez de apresentar uma ação conjunta do futebol brasileiro. 


FLAMENGO TAMBÉM BUSCA PARTICIPAÇÃO
O Flamengo está entre os clubes que buscam autorização para participar da discussão no STF como amicus curiae. O objetivo é levar ao processo os efeitos econômicos da medida sobre equipes que mantinham contratos com empresas de apostas dentro do marco regulatório vigente até a publicação da nova MP. 


O Palmeiras também possui relação comercial relevante com o setor. A Sportingbet é patrocinadora máster do clube, em contrato que pode alcançar R$ 170 milhões por ano, segundo informações divulgadas após a proibição. Mesmo com o impacto da medida, o clube informou internamente que considera o vínculo vigente enquanto a questão segue em discussão jurídica e legislativa. 


ENTIDADES PEDIRAM SUSPENSÃO DA MP
A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) acionaram o STF na segunda-feira (28) para pedir a suspensão dos efeitos da Medida Provisória nº 1.394/2026. As entidades argumentam que a norma é inconstitucional e que interrompe de forma abrupta uma atividade anteriormente regulamentada pelo próprio Governo Federal. 

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