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Daniel Vorcaro é apontado como sócio oculto de agência de prostituição que recrutava refugiadas
Por Administrador
Publicado em 14/10/2026 08:45
Entretenimento
Foto Master divulgação

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, é apontado em uma reportagem do UOL como participante de uma rede internacional de prostituição financiada a partir de 2023. Segundo a publicação, o esquema envolvia intermediários, recrutamento de mulheres estrangeiras e despesas de milhões de reais com eventos e hospedagens.

De acordo com mensagens analisadas pela reportagem, Vorcaro não atuava apenas como cliente dos serviços, mas também participava de decisões sobre a contratação, a seleção e a permanência das mulheres no grupo. Entre as estrangeiras mencionadas nas conversas estavam russas, ucranianas, venezuelanas, argentinas e polonesas.

Agência teria sido utilizada para recrutar mulheres

A reportagem aponta a agência Allure Eventos como parte central das operações. Em dezembro de 2023, Vorcaro teria recebido um contrato para adquirir uma participação de 50% na empresa, pelo valor previsto de R$ 1,5 milhão.

Segundo o UOL, mensagens posteriores indicam que pagamentos foram realizados, embora o proprietário da agência tenha contestado a conclusão de que o negócio tenha sido efetivamente concretizado nos termos relatados.

A estrutura contava com intermediários responsáveis por organizar encontros, contratar mulheres e providenciar viagens e hospedagens. As conversas também sugerem que a agência era considerada um meio de facilitar o recrutamento sem vincular diretamente as atividades aos envolvidos.

Refugiadas ucranianas aparecem nas conversas

Um dos episódios destacados envolve uma jovem ucraniana de 19 anos que havia chegado ao grupo em outubro de 2023. Conforme a reportagem, as mensagens mostram discussões sobre sua permanência no Brasil, diante da impossibilidade de retornar com segurança à região de origem, afetada pela guerra.

Os diálogos indicam que os envolvidos discutiram a possibilidade de incluí-la na agência e mantê-la no país. O caso levantou questionamentos sobre a vulnerabilidade das mulheres estrangeiras e as condições em que eram recrutadas.

A publicação também relata que Vorcaro e seus intermediários discutiam quais mulheres permaneceriam no grupo e quais seriam dispensadas.

Despesas milionárias e viagens internacionais

O esquema descrito pelo UOL envolvia eventos em diferentes cidades, incluindo São Paulo, Paris, Londres, Roma e Dubai. Entre as despesas estavam passagens aéreas, hospedagens e serviços de organização de festas privadas.

Segundo a reportagem, 21 faturas relacionadas a despesas entre abril de 2024 e março de 2025 somavam aproximadamente US$ 70 milhões. Os documentos teriam sido emitidos por uma empresa de eventos e encaminhados a estruturas empresariais ligadas ao financiamento das atividades.

A publicação também aponta pagamentos feitos por diferentes empresas e transferências a intermediários. Em janeiro de 2025, conforme as mensagens citadas, Vorcaro teria determinado a interrupção de pagamentos relacionados a um dos organizadores.

Polícia Federal investiga o caso

A Polícia Federal abriu investigação para apurar possíveis irregularidades relacionadas à contratação de mulheres estrangeiras e à atuação da rede. Entre as hipóteses que podem ser examinadas estão crimes ligados à exploração da prostituição e ao tráfico internacional de pessoas.

A reportagem ressalta que a caracterização de tráfico de pessoas depende da apuração de elementos previstos em lei, como violência, coação ou outras circunstâncias relevantes. Portanto, as suspeitas relatadas não equivalem, por si só, a uma condenação criminal.

Procurados pelo UOL, alguns dos envolvidos não responderam aos contatos da reportagem. Felipe Nisti Cataldo, relacionado à Allure Eventos, afirmou que houve interesse de Vorcaro no negócio, mas negou que a negociação tenha avançado conforme descrito nas conversas. Também disse que precisaria verificar a origem de uma transferência mencionada pela publicação.

O caso segue sob investigação, e os fatos e responsabilidades individuais deverão ser esclarecidos pelas autoridades competentes.

Créditos: Com informações da reportagem de Natália Portinari, Cézar Feitoza e Fabio Serapião, publicada no UOL Notícias em 13 de outubro de 2026.

Fonte: noticias.uol.com.br

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