A enfermeira Adriane Cardoso Cobucci foi exonerada da função gratificada que exercia na Atenção Básica da Secretaria Municipal de Saúde de Ilhéus, no sul da Bahia. A decisão foi formalizada na terça-feira (27), após a repercussão de uma publicação atribuída à servidora nas redes sociais.
O conteúdo compartilhado recomendava que pessoas identificadas com o Partido dos Trabalhadores (PT) não recebessem ajuda em situações como filas de regulação da saúde, pedidos de emprego e outras solicitações. A mensagem provocou críticas e questionamentos sobre a imparcialidade no atendimento prestado pelo serviço público.
Prefeitura se manifesta sobre o caso
Em nota oficial, a Prefeitura de Ilhéus repudiou a conduta e ressaltou que os serviços públicos devem garantir atendimento a todos os cidadãos, independentemente de suas preferências políticas ou religiosas.
A administração municipal destacou que o acesso aos serviços deve respeitar o princípio da igualdade de tratamento, sem discriminação por convicções pessoais ou políticas.
A exoneração da função gratificada foi oficializada por ato administrativo publicado no Diário Oficial do Município.
Enfermeira pediu desculpas
Após a repercussão do episódio, Adriane divulgou uma nota de esclarecimento na qual reconheceu que a publicação foi ofensiva e inadequada. Ela afirmou que agiu impulsivamente, em um momento de frustração com o resultado eleitoral, e pediu desculpas às pessoas que se sentiram atingidas.
A profissional também reafirmou seu compromisso com o Sistema Único de Saúde (SUS), destacando a importância de oferecer atendimento digno e igualitário à população, independentemente de posicionamentos políticos.
Caso repercute na Câmara Municipal
O episódio também foi discutido na Câmara Municipal de Ilhéus. Parlamentares criticaram o teor da publicação e levantaram questionamentos sobre a conduta de uma servidora que ocupava uma função de responsabilidade na estrutura da saúde pública.
Durante as manifestações, houve defesa da apuração dos fatos e da adoção das medidas cabíveis.
Exoneração não significa perda do vínculo efetivo
Apesar de ter perdido a função gratificada na gestão da Atenção Básica, Adriane Cobucci continua vinculada ao quadro efetivo de servidores municipais, conforme informações divulgadas pela imprensa local.
Até o momento, não havia confirmação pública sobre eventual abertura de processo administrativo disciplinar ou sobre a lotação da enfermeira após a exoneração da função de confiança.
O caso reacende o debate sobre ética no serviço público e reforça a importância de garantir que o acesso à saúde seja assegurado a todos os cidadãos, sem distinção partidária.